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Nós, católicos, não somos idólatras

Nós, católicos, não somos idólatras! As imagens nas igrejas ou nas casas são meios para nos aproximar de Deus. Como no caso de uma foto, sabemos que na foto não está a pessoa que amamos, mas olhando para ela, nos sentimos mais perto dele ou dela. 

Um ídolo, por outro lado, é tudo aquilo que toma o lugar do único e verdadeiro Deus. Por exemplo, quando pecamos adoramos o pecado que, no momento de fraqueza, se tornou mais importante do que Deus. 

No livro do Êxodo (20,4-5) Deus parece proibir o uso de imagens. Mas por que essa proibição? Porque podia ser ocasião para o povo de Israel as adorar, como faziam os povos vizinhos dados à idolatria. Os israelitas tendiam a imitar gestos religiosos pagãos e, por isso, muitas vezes caíram na idolatria. Deus queria incutir o conceito de Javé, mostrando que o Senhor era diferente dos deuses dos outros povos.

Tomadas as cautelas contra o perigo da idolatria, Deus não somente permitiu, mas até mandou que se fizessem imagens sagradas. Veja:

* Ex 25,17-22 – Deus manda Moisés colocar 2 querubins de ouro na Arca da Aliança, onde Javé falava com seu povo.

* 1Rs 6,23-28 – No Templo construído por Salomão foram colocados querubins de madeira junto à Arca da Aliança. E as paredes do templo tinham imagens de querubins. Tudo feito por ordem de Deus, conforme vemos em 1Crônicas (22,6-13), e em Êxodo (31,1-11).

* 1Rs 7,25.29 – No Templo de Salomão havia também bois de metal, leões, touros e querubins.

* Nm 21,8-9 – Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze, e quem olhasse para ela seria salvo.

No século III, encontramos sinagogas da Palestina com pinturas e figuras humanas. A sinagoga de Dura-Europos, na Babilônia, tinha a representação de Moisés, Abraão e outros.

As antigas catacumbas cristãs apresentavam imagens bíblicas. Noé salvo do dilúvio, Daniel na cova dos leões, o peixe que simbolizava o Cristo e muitas outras.

A veneração que a Igreja presta às imagens, só é válida na medida em que é oferecida indiretamente àqueles que as imagens representam.

Veja alguns depoimentos sobre o uso das imagens:

– “Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, por essa imagem, a quem se dirige as preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os iletrados. Por essas imagens, aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler” (Papa São Gregório Magno).

– “Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a se recordar dos modelos originais. Uma veneração respeitosa, sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus.” (Concílio de Niceia II).

– “Ninguém há tão simples e iletrado que possa desculpar-se de não saber como viver retamente, quando tem diante de si na imagem do Crucificado, um livro ilustrado, escrito, de forma clara e legível, em que todas as virtudes são aprovadas e todos os vícios reprovados.” (Jean Gerson).

– “Outrora Deus invisível, nunca era representado. Mas agora que Deus se manifestou na carne e habitou entre os homens, eu represento o “visível” de Deus. Não adoro a matéria, mas o Criador da matéria.” (ib I. 16).

Fonte: Padre Pedro Nuñes e Prof. Felipe Aquino

 
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